Em 2019 iniciamos um processo de articulação de redes, para fortalecimento de iniciativas que possam contribuir para transformações sociais e desenvolvimento dos territórios. Confira os coletivos que fazem parte dessa rede:

“Corpos Outros” - Olhar, perceber, mudar, tudo através do contato, da relação com outros corpos que carregam consigo suas variadas histórias, lugares, dores e recomeços. Não é só sobre a fisicalidade de um corpo, mas sobre tudo que o atravessa numa trajetória, na vivência de um ser. É sobre a necessária troca que temos uns com os outros, a fim de construirmos juntos caminhos e novas possibilidades para o viver em comunidade, com o acordo de respeito as individualidades destes tantos outros que podem se aproximar.

Meditamos em nossa jornada, fazendo com que detalhes passados viessem a tona, recordando momentos vívidos e lembranças inapagáveis. Exercitamos uma chuva de ideias que nos fez chegar a duas palavras, distintas mas totalmente relacionáveis. Corpos e Outros. Após darmos sentido, vida a que pudesse explicar essas duas palavras que parecem ser pequenas, mas que nos trouxe em demasiado devaneios. Encontramos um caminho que acreditamos ser fácil de se perder, mas que a cada trilha nova andada a algo para ser encontrado ou conquistado. Chegamos ao aval de todas ideias expostas ali, tendo em mente sempre buscar novos sentidos que caibam em “Corpos Outros”.

A grande maioria do Coletivo se conheceu a partir do Projeto 1ª CENA. No primeiro contato era algo obviamente novo, muita diversidade, aos poucos fomos nos aproximando. Alguns já se conheciam do ensino médio, das escolas onde estudávamos ou estudamos. A Cia nasceu desse processo, temos um pouco mais de 1 ano de existência.

Membros do Coletivo:

O Coletivo ERROR 404 surge como forma de resistência do teatro feito na periferia do extremo leste da cidade de São Paulo. O grupo, formado por jovens artistas e moradores de Cidade Tiradentes a partir dos encontros de Teatro do Programa Vocacional da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, inicia suas atividades cênicas e experimentais no território no primeiro semestre de 2016, ainda sem nome definido.

Durante o processo de criação artística no Programa Vocacional, com a artista-orientadora Michelle Lomba, o Coletivo tateia alguns experimentos cênicos: “A Bíblia” (abril-2016), que traz uma crítica social a partir da intolerância religiosa imposta pela igreja; “Maracuteando no Parangolé” (maio-2016), experimento cênico que tem como proposta resgatar a memória de Cidade Tiradentes a partir de uma criatura mística que dança pelo bairro ao som de toques de alfaia; “Marias Silenciadas” (maio-2016), que trata sobre a questão do feminicídio e violência doméstica; e “Vida em Vidas” (julho-2016), que relata cenas de abusos psicológicos e físicos dentro de um relacionamento abusivo.

Em agosto de 2016, o Coletivo inicia um novo experimento cênico, tendo como norte de pesquisa e estudo o crescimento alarmante em casos de suicídio entre adolescentes e jovens universitários no mundo. Surge assim: “4.48” (estreado em setembro-2016), uma dramaturgia corporal coletiva inspirada no texto “4.48 Psychosis (Psicose 4h48)” da dramaturga inglesa Sarah Kane. O coletivo adota o nome ERROR 404 a partir do início deste processo.

Desde então, o Coletivo vem se aprofundando em temas sociais-políticos, buscando sempre dialogar com o jovem periférico, sua realidade e seu entorno.

No final de 2017, o Coletivo começa a dar início em uma nova criação, um espetáculo teatral inédito: “Pule ou Ocorrência às 4h48”, sendo este contemplado no ano seguinte pela 15ª Edição do Edital VAI-I 2018 do Programa VAI (Programa de Valorização de Iniciativas Culturais), com texto original de Dan Claudino inspirado nas obras de Sarah Kane. O espetáculo estreou em abril de 2019.

O Coletivo ERROR 404 vem buscando continuar com suas ações culturais no bairro de Cidade Tiradentes e outros entornos na busca de seu aperfeiçoamento artístico.

Membros do Coletivo:

O Coletivo (IN)VERSO é formado por um grupo de jovens entusiasmados que acreditam que a mudança que queremos no mundo pode e deve partir de nós, usando da arte e produções culturais para isso.

Todos passamos pelo projeto 1 CENA, um projeto visionário que leva a educação como um sistema horizontal para as oficinas de teatro, comunicação e expressão, cidadania e política, entre outras. Concentrado nas periferias das zonas leste e sul da capital paulistana.

Apesar de iniciantes, possuímos muita vontade e garra para fazer a mudança acontecer. Dentre nossos projetos já concretizados, estão: Duas peças de teatro escritas, produzidas e atuadas por nós, trabalhos fotográficos, saraus e rodas de conversa em diferentes lugares, além de produções individuais em nossas escolas, como criação de documentários e eventos.

O objetivo maior é a provocação, mostrar que podemos, em versos, causar mudanças, trazer o inverso dos tabus e preconceitos vigentes na nossa sociedade.

Membros do Coletivo:

O Coletivo Morabeza teve sua origem a partir do encontro de três mulheres da periferia da zona sul de São Paulo e de suas vontades de expressar, em diversas linguagens, as angústias e os anseios que habitam os diferentes aspectos do mundo feminino, sempre presando o respeito e o auto cuidado, mas nunca ignorando a realidade.

As pautas dentro do coletivo Morabeza sempre giram em torno do mundo feminino e de como é esse corpo mulher (cis, trans e não binário), como se relaciona consigo e com o mundo, principalmente dentro das periferias, trazendo trabalhos que buscam compreender os resultados dessas interações. Sempre buscamos individualmente e/ou coletivamente desenvolver essas propostas através de diversas linguagens almejando a reflexão como resultado.

A primeira pesquisa/trabalho do coletivo foi entender as relações cotidianas que se dão através das relações femininas de corpos retintos e não retintos, sob a perspectiva do conceito de Colorismo, propondo uma nova interpretação da negritude a partir da ótica da vídeo-arte e expressão corporal, trabalho este intitulado “TECIDOS”, produzido em 2018.

Membros do Coletivo:

A Cia Fronte de Teatro, é a união de artistas que se colocam num constante estado de pesquisa artística para a elaboração de pensamentos e possíveis ações para a sobrevivência, o enfrentamento, e a ressignificação, dentro do cenário periférico da cidade de São Paulo, situada no projeto do país Brasil.

Membros do Coletivo:

O Coletivo Cinemateus é atuante no campo sociocultural desde 2004. Nasce a partir de uma ação protagonista de um jovem estudante de escola pública, que descobriu o poder da ferramenta audiovisual produzindo um trabalho escolar a respeito do racionamento da água. Na oportunidade mesmo não tendo o aval e apoio da direção da escola, o jovem articulou e mobilizou outros jovens para a realização do curta-metragem RIQUEZA, que narrava às dificuldades de uma comunidade que sofria com a escassez da água. Um dos resultados obtidos no trabalho escolar foi ver a comunidade local reconhecendo-se no que era projetado na tela, o jovem decidiu criar um projeto que utilizasse o audiovisual como ferramenta de transformação social, nasce então o Coletivo Cinemateus.

Com aprovação no Programa VAI nas modalidades I e II, pode realizar ao longo dos anos importantes projetos com e para a comunidade. Promoveu ações de exibição de filmes infantis por meio da iniciativa Projetando para o Futuro, contribuiu com o acesso de jovens a linguagem audiovisual por meio do Projeto EM CENA, contribuiu com a promoção e visibilidade dos potenciais artísticos e culturais da região de São Mateus por meio do programa INTERLIGADOS de Web TV, além da produção do curta-metragem Qual é? Sem Camisinha Não Rola, uma produção independente e com baixo orçamento, que tinha o intuito de envolver jovens da comunidade na atuação, tanto na frente quanto por trás das câmeras. O curta aborda a história de dois adolescentes que se lançam no que será a experiência mais lembrada de suas vidas: A primeira vez! Quebrando Tabus e trazendo a reflexão sobre o uso do preservativo na primeira vez, o curta apresenta segundo o olhar dos jovens como é essa realidade. A partir deste curta, com o número de suas visualizações crescendo na internet, promove-se então a Campanha Social Comigo Sem Camisinha Não Rola! Que aborda a importância do sexo seguro na adolescência e juventude.

Já foi contemplado em importantes prêmios e editais, como o 7° Prêmio Criando Asas, promovido pelo Instituto Criar e Instituto Asas; e o Edital 'Assuma a Liderança - Jovens em Combate a DTS/AIDS', promovido pela MAC Fund AIDS, Programa Geração MudaMundo e MTV, onde a equipe teve a oportunidade de representar o Brasil e compartilhar a metodologia do projeto no encontro Latino Americano na Cidade do México.

Membros do Coletivo:

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